Em uma tarde de admissão na ABADS (Antiga Pestallozzi), me deparo com tantas crianças precisando de ajuda.... Porém sempre cada uma de seu jeitinho com uma sorriso.
Conhecemos o Rafael, lindo, companheiro do Heitor na musicoterapia. Nenhum dos dois falava, os dois usavam fraldas e, caminhava sem parar.
Entram na sala com o professor de música que nos pergunta que tipo de música o Heitor gosta. Respondo que ele gosta muito de Toquinho, em especial da música Aquarela.
E lá foi ele, tocando a música, cada um de nós com um instrumento feito de madeira, a Marcia, mãe do Rafa também e no final da música, ele que há tempos não falava nada soltou bem alto um "QUE DESCOLORIRÁ"....
A música acalma, tem o poder de envolver em vários momentos do dia e da noite, serve também como comandos para tarefas do dia a dia, desde que em volume apropriado, batidas certas, na hora de dormir, por exemplo cantando em contagem regressiva, ou somente os sons de água ou pássaros....
Ao acordar músicas alegres que tenham na forma a motivação para a higiene pessoal, (Lava lava mão, lava a mão)....
A música deve ser iniciada gradualmente, pois ainda não temos total controle do qual grau a sensibilidade vem em cada autista.
Coloquei esse vídeo abaixo, pois essa música eu canto todos os dias para o meu amor, minha vida, meu tudo e eu me emociono com ela também, é um pedido apaixonado meu, para que ele, absoluto em seu mundo, nunca desista de mim.
Emprol Psicopedagogia
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Ausência da fala.
Como comecei a contar ontem, tudo parecia muito bem, até ele parar de falar. Isso aconteceu perto de 1 ano e 8 meses e, só percebemos mesmo que tinha acabado quando fomos visitar uns amigos e filho deles, 15 dias mais novo, disse "venham ver, o bercinho virou cama".
Naquele momento parece que o mundo implodiu, um buraco enorme entre eu e meu marido.... o famoso barulho do CRI CRI CRI....
AEIOU (essa foi a contribuição do Heitor, ele pediu pra escrever no blog dele)...
Continuei a tratar o Heitor da mesma forma, como se falasse, pois sei que ele entendia o que eu dizia.
Falava com ele e pra ele, ensinei a cumprimentar as pessoas, apresentava coisas novas para ele, lia livros para ele, dizia o nome das coisas e depois d muito tempo mostrei uma figura para ele e ele disse "COLHELHUS", eu não acreditei, perguntei novamente e ele repetiu, procurei o tal do "COLHELHUS" na figura e descobri em cima da árvore, tinha de tudo naquele desenho e ele viu o coelho.
Fui na Saraiva e comprei inúmeros livros com figuras e fui mais uma vez treinando meu menino a falar o nome das coisas.
Conforme estudei em várias literaturas, temos que treinar as crianças, mas eu me permito dizer que o que traz uma criança autista para o nosso mundo é a motivação, a sedução pelo desconhecido.
Eles não tem nenhuma necessidade de interagir com o nosso mundo, então por que ficar nesse universo desconhecido e tão diferente para eles.
Os pais e cuidadores tem que motivar, trazer a criança para alguma coisa que lhes deem vontade de ficar, o no mínimo vontade de se permitir conhecer o que temos à oferecer...
Cantar, ritmar coisas, fazer barulho na água, são sugestões que posso dar...
Amanhã vou falar da música na vida de nossos pequenos anjos azuis...
"Ainda que eu falasse a língua dos homens, que falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria!!!!"
Naquele momento parece que o mundo implodiu, um buraco enorme entre eu e meu marido.... o famoso barulho do CRI CRI CRI....
AEIOU (essa foi a contribuição do Heitor, ele pediu pra escrever no blog dele)...
Continuei a tratar o Heitor da mesma forma, como se falasse, pois sei que ele entendia o que eu dizia.
Falava com ele e pra ele, ensinei a cumprimentar as pessoas, apresentava coisas novas para ele, lia livros para ele, dizia o nome das coisas e depois d muito tempo mostrei uma figura para ele e ele disse "COLHELHUS", eu não acreditei, perguntei novamente e ele repetiu, procurei o tal do "COLHELHUS" na figura e descobri em cima da árvore, tinha de tudo naquele desenho e ele viu o coelho.
Fui na Saraiva e comprei inúmeros livros com figuras e fui mais uma vez treinando meu menino a falar o nome das coisas.
Conforme estudei em várias literaturas, temos que treinar as crianças, mas eu me permito dizer que o que traz uma criança autista para o nosso mundo é a motivação, a sedução pelo desconhecido.
Eles não tem nenhuma necessidade de interagir com o nosso mundo, então por que ficar nesse universo desconhecido e tão diferente para eles.
Os pais e cuidadores tem que motivar, trazer a criança para alguma coisa que lhes deem vontade de ficar, o no mínimo vontade de se permitir conhecer o que temos à oferecer...
Cantar, ritmar coisas, fazer barulho na água, são sugestões que posso dar...
Amanhã vou falar da música na vida de nossos pequenos anjos azuis...
"Ainda que eu falasse a língua dos homens, que falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria!!!!"
terça-feira, 27 de agosto de 2013
A certeza do diagnóstico.
Quando estamos na dúvida de qualquer coisa, boa ou ruim, as sensações são diversas.
Estive assim por 3 anos. Muitos acho que é.... Talvez seja.... Não, com certeza não é... e assim passamos de médico em médico na busca da certeza.
Não foram tempos perdidos.
Estudei muito, fiz cursos, especializações, Pós Graduação em assuntos relacionados, com a melhoria dessas criaturinhas tão sensíveis!
Ele entrava no guarda roupa, eu entrava também, ele ficava embaixo da mesa, eu também ficava, horas no chuveiro para acalmar, passeando de carro, vendo pássaros nos Pets da vida.
Diziam "Tem que ter cachorro", eu tive a pipoca.... ele só conseguiu dizer "mãe faz picoca de comer"...., "Tem que dormir no chão", toca todo mundo dormir no chão, "Tem que ter EVA no chão do quarto pra ficar fofinho, pra ficar colorido, tem que... tem que... eu eu fiz, tudo que me disseram eu fiz, montei e desmontei, quarto, fiz canto de brinquedo, guardei, numerei, etiquetei tudo inúmeras vezes procurando a melhora.
Li e assisti tudo sobre o método Sun Rise, até agora acredito que foi a melhor coisa que estudei sobre o autismo. Não escrevo com a primeira letra maiúscula, pois ele sempre será muito pequeno perto do meu filho, ele venceu, vem a cada dia crescendo e desenvolvendo muito, sempre conversei com ele, mesmo sem obter resposta. Falo, falo muito com ele, mostro coisas e digo o nome de coisas pra ele.
Agora temos de verdade o diagnóstico. Meu filho é tão flexível e mutante que nem o diagnóstico tem precisão... Segundo Dr Salomão "fica entre Asperger e Transtorno Global". Ele me disse em consulta uma frase muito importante. "Esse cara é bom!!! Já nasceu bom!!! E a terapeuta dele também é muito boa!!!" A terapeuta sou eu, que deixei tudo que achava que era o certo, o definido para minha vida, para dar, mais uma vez a vida pra ele... Acho que sempre darei a luz pra ele, sempre, sempre....
Estive assim por 3 anos. Muitos acho que é.... Talvez seja.... Não, com certeza não é... e assim passamos de médico em médico na busca da certeza.
Não foram tempos perdidos.
Estudei muito, fiz cursos, especializações, Pós Graduação em assuntos relacionados, com a melhoria dessas criaturinhas tão sensíveis!
Ele entrava no guarda roupa, eu entrava também, ele ficava embaixo da mesa, eu também ficava, horas no chuveiro para acalmar, passeando de carro, vendo pássaros nos Pets da vida.
Diziam "Tem que ter cachorro", eu tive a pipoca.... ele só conseguiu dizer "mãe faz picoca de comer"...., "Tem que dormir no chão", toca todo mundo dormir no chão, "Tem que ter EVA no chão do quarto pra ficar fofinho, pra ficar colorido, tem que... tem que... eu eu fiz, tudo que me disseram eu fiz, montei e desmontei, quarto, fiz canto de brinquedo, guardei, numerei, etiquetei tudo inúmeras vezes procurando a melhora.
Li e assisti tudo sobre o método Sun Rise, até agora acredito que foi a melhor coisa que estudei sobre o autismo. Não escrevo com a primeira letra maiúscula, pois ele sempre será muito pequeno perto do meu filho, ele venceu, vem a cada dia crescendo e desenvolvendo muito, sempre conversei com ele, mesmo sem obter resposta. Falo, falo muito com ele, mostro coisas e digo o nome de coisas pra ele.
Agora temos de verdade o diagnóstico. Meu filho é tão flexível e mutante que nem o diagnóstico tem precisão... Segundo Dr Salomão "fica entre Asperger e Transtorno Global". Ele me disse em consulta uma frase muito importante. "Esse cara é bom!!! Já nasceu bom!!! E a terapeuta dele também é muito boa!!!" A terapeuta sou eu, que deixei tudo que achava que era o certo, o definido para minha vida, para dar, mais uma vez a vida pra ele... Acho que sempre darei a luz pra ele, sempre, sempre....
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