Como comecei a contar ontem, tudo parecia muito bem, até ele parar de falar. Isso aconteceu perto de 1 ano e 8 meses e, só percebemos mesmo que tinha acabado quando fomos visitar uns amigos e filho deles, 15 dias mais novo, disse "venham ver, o bercinho virou cama".
Naquele momento parece que o mundo implodiu, um buraco enorme entre eu e meu marido.... o famoso barulho do CRI CRI CRI....
AEIOU (essa foi a contribuição do Heitor, ele pediu pra escrever no blog dele)...
Continuei a tratar o Heitor da mesma forma, como se falasse, pois sei que ele entendia o que eu dizia.
Falava com ele e pra ele, ensinei a cumprimentar as pessoas, apresentava coisas novas para ele, lia livros para ele, dizia o nome das coisas e depois d muito tempo mostrei uma figura para ele e ele disse "COLHELHUS", eu não acreditei, perguntei novamente e ele repetiu, procurei o tal do "COLHELHUS" na figura e descobri em cima da árvore, tinha de tudo naquele desenho e ele viu o coelho.
Fui na Saraiva e comprei inúmeros livros com figuras e fui mais uma vez treinando meu menino a falar o nome das coisas.
Conforme estudei em várias literaturas, temos que treinar as crianças, mas eu me permito dizer que o que traz uma criança autista para o nosso mundo é a motivação, a sedução pelo desconhecido.
Eles não tem nenhuma necessidade de interagir com o nosso mundo, então por que ficar nesse universo desconhecido e tão diferente para eles.
Os pais e cuidadores tem que motivar, trazer a criança para alguma coisa que lhes deem vontade de ficar, o no mínimo vontade de se permitir conhecer o que temos à oferecer...
Cantar, ritmar coisas, fazer barulho na água, são sugestões que posso dar...
Amanhã vou falar da música na vida de nossos pequenos anjos azuis...
"Ainda que eu falasse a língua dos homens, que falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria!!!!"
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